Mundo Flavinha
Reflexão3 min de leitura

No carro da minha infância não existia tela. Existia conversa.

Uma reflexão sobre como brincadeiras simples no carro podem criar conexão, memórias afetivas e momentos de presença entre pais e filhos.

Flavia Guimarães

Escrito por Flavia Guimarães

30 de maio de 2026

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No carro da minha infância não existia tela. Existia conversa.

"No fim, talvez as crianças nem se lembrem de quantos quilômetros percorremos. Mas provavelmente vão lembrar de como se sentiam durante o caminho."

Eu publiquei um vídeo mostrando algumas brincadeiras que fazemos dentro do carro com meus filhos. E enquanto editava aquelas cenas, percebi uma coisa: eu não estava apenas ensinando brincadeiras. Eu estava repetindo memórias.

Quando eu era criança, também brincava no carro com meus pais. Não existia tablet preso no banco. Não existia desenho passando na tela. Não existia silêncio digital.

Existia janela aberta, paisagem, conversa, música e imaginação.

A gente brincava de falar nomes com a letra A, depois B, C, D... procurar números nas placas, cantar músicas com palavras escolhidas, inventar histórias e observar o mundo passando pela janela.

E sem perceber, aqueles momentos simples criavam conexão.

Hoje, anos depois, faço exatamente isso com Lucas e Bárbara.

E não estou aqui dizendo que a tecnologia é vilã. Ela faz parte da nossa vida e do mundo em que nossos filhos estão crescendo. Mas às vezes me pergunto: quantos momentos estamos terceirizando para as telas sem perceber?

Para muitas famílias, o carro acabou se tornando um dos poucos momentos de pausa juntos no meio da correria do dia a dia.

Momentos para conversar sem distrações, ouvir as crianças de verdade, rir juntos e criar memórias.

E talvez seja justamente nesses pequenos trajetos que grandes vínculos acontecem.

O mais curioso é que esse vídeo é antigo. Lucas tinha 7 anos e Bárbara 5. Hoje eles cresceram. Mas as brincadeiras no carro continuam fazendo parte da nossa rotina.

É quase automático: a gente entra no carro... e logo começa uma brincadeira, uma conversa, uma música ou alguma invenção boba que faz todo mundo rir.

No fim, talvez as crianças nem se lembrem de quantos quilômetros percorremos. Mas provavelmente vão lembrar de como se sentiam durante o caminho.

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Flavia Guimarães

Sobre a autora

Sou Flavinha, mãe do Lucas e da Bárbara, apaixonada por infância, brincadeiras e por criar memórias afetivas em família.

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